0

De volta à vida

Posted by Meg Miles on 06:51
Voltar à vida é desfazer malas.

Para mim, isso não exige grande sacrifício. Não aguento ficar no mesmo quarto que malas feitas, cheias de roupas sujas e pastas de dente usadas. Talvez o fato de que o trabalho seja só pegar as roupas sujas e colocá-las no cesto para a super Neuza entrar em ação também seja um atenuante.

Agora é hora de devolver roupas, entregar alguns presentinhos, pagar a pós, o inglês e a Renner.

Ainda quero passar o dia deitada. Estou sem carro e sem a mínima vontade de fazer qualquer coisa que não seja assistir ao Grey´s Anatomy.

Viajar dois dias, com malas que me fizeram parecer uma burra de carga, acabou com o restinho das minhas forças.

Mas estou feliz.

0

Dublin!

Posted by Meg Miles on 10:25



Dublin! O quarto, a cozinha e a vista da sala!



1

Eita, fotos de Paris!

Posted by Meg Miles on 06:34


Como sempre, os amigos tiram fotos e me mandam! No Louvre, com Aline!

1

1º balanço

Posted by Meg Miles on 05:46
Escrevi uma coisa no twitter e me lembrei de contar coisas que não faria mais em viagens.

_ Não viajaria sem notebook.

_ Não iria fazer um curso de inglês sem dicionário (apesar de não ter feito muita falta). Por falar nisso, cadê o meu bendito dicionário? Tenho uma suspeita mas não vou averiguá-la.

_Não faria um curso de inglês sem levar a prova de nível a sério.

_Não faria um curso de inglês intensivo nas minhas férias.

_Não iria para Dublin, a cidade dos pubs, sem amigos.

_Não gastaria 105 euros com um voo e um transfer perdidos.

_Faria um curso para entender mapas. Na Europa, todo mundo usa, o tempo todo.

_Não marcaria voos para as 7h.

_Não compraria passagem Brasil-Europa em cima.

_Não juntaria várias mochilinhas. Da próxima vez, trago duas malas.

_Não viajaria sem ipod.

E os acertos?

_Não levei sombrinha pesando minha bagagem e só precisei por um dia. A comprei por 5 euros, sem maiores problemas.

_O livro que trouxe foi um ótimo companheiro.

_Comprei todas as passagens antes e programei os finais de semana com amigos. Esse foi um grande acerto. Contei sempre com a paciência de Nina e Paola.

_Imprimi todos os trechos, os documentos, muito a mais do que a agência me recomendou. Precisei de tudo.

_Tirei carteira internacional de jornalista. Não é só porque entrei nos lugares de graça. Ela me deu uma segurança a mais para me explicar em todas as abordagens.

_Perdi o medo de entrar em qualquer lugar e pedir as coisas em inglês. A minha superação foi perguntar endereços em inglês. Em nenhuma vez, achei, mas não foi por causa do inglês.

_Fui para Dublin estudar inglês. Teria pirado em Londres, de cara.

_Me abri para as pessoas. Fui simpática a maior parte do tempo e aprendi muito sobre outras culturas.

_Me abri para provar coisas diferentes, apesar de ter passado mal VÁRIAS vezes.

_Perdi o medo de grandes aeroportos. Tinha pânico disso. Dani pode confirmar.

_Revi amigos queridos que moram na Europa.

_Adequei o meu roteiro ao de Rê. Adorei viajar com ela.

_Fui ao supermercado para economizar e super me virei sozinha em uma cidade onde tudo é diferente.

_Aprendi como funciona um hostel e descobri que viajar é muito mais fácil do que parece.

Deve ter mais coisas, nos dois aspectos. Vou lembrando e depois escrevo aqui.

Ah, uma coisa eu quero ressaltar. Até o Jásper aprendeu o significado da palavra fresca para me designar, mas eu não gripei, resfriei, tive dor de garganta, alergia, nenhuma dessas merdas. Mesmo ficando a maior parte do tempo em Dublin, onde o clima é louco. Na escola, todo mundo tossia, assoava o nariz e outras nojeiras mais.

1

Última parada

Posted by Meg Miles on 05:14
Não devia ter voltado a Lisboa.

Tinha uma imagem tão bacana daqui. Mas não tem jeito. Depois de Dublin, Amsterdã e Paris, a terra dos nossos colonizadores ficou tão normal. Com os motoristas avançando sobre as faixas de pedestres e o motorista de táxi me cobrando 15 euros pela corrida que paguei 8 da primeira vez. Justo agora que a grana está curta. E a funcionária da TAP foi grossinha ao me explicar que check in só com 3 horas de antecedência. Viajei tanto e não sabia disso. Aliás, sou capaz de montar um guia de aeroportos. Faço tudo no piloto automático. Check in, pesar mala, pegar portão de embarque, passar pela revista (um saco), procurar o portão de embarque, prestar a atenção senão vão mudá-lo e esperar, dormir sobre as malas (boring). É a única parte boring de viajar. E por falar em boring, já me peguei falando inglês duas vezes em Portugal. Porque eu sou ridícula. Uma delas foi na fila da imigração para países de língua PORTUGUESA. Apontei para guichê e disse para o garoto: there!

Queria ir ao museu da moda, que Re disse que tem aqui. Mas simplesmente não tenho forças. Aliás, nem grana. Minhas pernas doem e meus pés doem na planta, sabe? Passei outra noite em claro e, agora, estou aqui, no mesmo hostel que fiquei antes. Com a dona elogiando a minha roupa. Ela adora fazer isso.

Neste momento, chegou um grupo de gregos. Nenhum bonito e alguns fedidos.

***************************************************************
Mais de Paris!

Paola, o hotel é fuleiro, mas eu adorei. Ficaria nele de novo fácil, fácil. E é Javier, não? Não Xavier como eu escrevi. Me roubou 8 euros, mas gostei dele, não tem jeito. E esse lance de só ter problema quando vem da América do Sul não é uma regra. A amiga que está lá foi para a Itália primeiro e teve a vida vasculhada quando chegou à França.

Ah, não contei que no segundo dia fez um sol lindo! Paris fez as pazes comigo.

******************************************************
Ainda sobre voos, deve ser ótimo estudar em escolas irlandesas. Não peguei um só voo que não tivesse um grupo de adolescentes. Conclusão: adolescente é chato em qualquer lugar do mundo.

*************************************************************
Peguei um perrengue ontem em Dublin. Cheguei ao apartamento "clandestina" porque já tinha feito meu check out. Estava sem chaves e as venezuelanas não estavam. Saí à rua escura, com frio e chuva em busca de um telefone. Um cara me seguiu com o olhar e gelei. Mas consegui falar com uma das filhinhas e as chaves estavam na portaria, com o velhinho que só dorme. Tive de esperar alguém que tivesse a chave da porta externa porque o infeliz não ouviu meus chamados pela porta, que é transparente!

Frio do caralho! Aliás, quase morri de frio nos pés no voo de hoje. Acho que a teoria de Paola de que quando estamos cansadas dá mais frio procede. Depois da noite em claro, quase pedi para pararem o avião.

********************************************************
Não estou muito animada para voar 9 horas, mas estou com saudades de ter serviço de bordo.

2

Paris!

Posted by Meg Miles on 19:32
Se eu fosse Lisboa, Amsterda ou Dublin teria vergonha de dizer que estou no mesmo continente que Paris.

Cheguei totalmente sonambula a Cidade Luz. Uma noite em claro, os olhos (MUITO) inchados e uma vontade enorme de soh ir para o hotel dormir.

Paris parece ter se ressentido da minha pouca vontade de ve-la. Um sacrilegio para meio mundo, como lembrou papis. O dia estava horrivel, o ceu branco de assustar muitos irlandeses e chovia uma garoa chata. A pista estava molhada e o piloto arremeteu. Nunca tinha acontecido isso comigo e a sensacao eh realmente horrivel. Ja fiquei imaginando o acidente, Re tendo de trabalhar para reconstituir a minha vida e a manchete do jornal com o meu nome. "A jornalista goiana Meg Miles da Silva Sauro sempre sonhou em conhecer Paris, mas nos ultimos dias mostrou resistencia em viajar para a cidade, conta a amiga Fulana de Tal. 'Parece que estava sentindo', diz entre lagrimas.

Se eu queria acordar...

Outra coisa que a cidade me negou foi usar oculos escuros. Ja tinha planejado passar o dia com a cara enfiada neles, para disfarcar meu abatimento que base nenhuma no mundo conseguiria disfarcar.

Eu ate uso oculos escuros com o ceu nublado, mas garoando nao dah.

A imigracao foi a mais tranquila de todos as milhares que passei. O cara nao fez uma pergunta sequer. Soube mais tarde que eh uma das mais chatas da Europa. Nao comigo. Eu nao aguentaria.

Claro que peguei taxi para o hotel. E claro que ficou caro. E eu continuo mais sem senso de direcao que nunca. Nessa viagem, nao melhorei em NADA.

O hotel eh fuleiro e o recepcionista eh o Xavier, do Felicity. Igualzinho. Sem tirar nem por. Ate o sotaque para falar ingles. Me deu todas as dicas e favoreceu todos os seus carteis.

Coloquei a bagagem no meu quartinho sem banheiro, fuleiro toda vida e sai disposta a me perder. Coisa que aconteceu milhares de vezes, claro.

Primeira parada: loja da esquina do hotel - que fica no Quartier Latin, segundo Nina, o bairro mais cool da cidade. Motivo da parada: precisava de uma sombrinha. Terceira pessoa que tive contato na cidade, terceira pessoa simpatica. Me apontou a torre da Notre Dame. E para la eu fui. A fila para entrar estava imensa e resolvi dar uma olhada naqueles onibusinhos de turistas que tem em todas as cidades que fui. Desde Lisboa queria passear em um deles, nada mais cliche, eu sei, mas queria.

Em Paris, ele foi a minha salvacao.

Para alguem com a inteligencia espacial como a minha, eles sao uma bencao. Param em todos pontos legais, tem audio tour e vc paga 24 euros e pode andar por 48 horas.

Antes de comecar o tour, sentei num cafe, pedi um crepe e me senti a pessoa mais independente do mundo. Um crepe e uma coca: 14 euros. Saladinha de alface de entrada e soh.

Peguei o onibus, desci na torre e comi a lingua, claro.

Sempre xinguei, dizia que nao tem a menor graca e essas coisas que eu vivo falando sem saber. Minha cara. Amei. La de cima liguei para mamis e tive a certeza de que ela nao vai subir. A vista de Paris eh de tirar o folego. Circulei por la, olhei tudo que quis, vi o carrosel que uma amiga adora e comprei uma caixa de bolachas que foi o souvenir mais legal que encontrei na lojinha oficial. Alias, os souvenirs de la sao totalmente sem graca. Foi dificil achar algo para mamis nao me matar depois.

Voltei para o onibus desviando da multidao. Incrivel como tem gente nas ruas. Paris recebe 24 milhoes de turistas por ano. E o engracado eh que os parisienses estao cagando para isso. Precisamos de um curso intensivo com eles de como sermos mais nos mesmos.

Ao longo da tarde, desci em varios outros pontos. Eh muita coisa para ver. Eu nao sabia se olhava para o Sena ou se me divertia de ouvir as mais diferentes linguas. Alias, ouvi muito portugues por la. Claro que caminhei pela Champs-Élysées e olhei todas as vinitres. Claro que olhei todas as capas da Vogue e babei nas vitrines das marcas mais glamourosas do mundo.

Alias, por falar em glamour, eu ter pisado em Paris de tenis foi no minimo ironico. Glamour zero.

Proxima parada: Notre Dame. Constatacao: subi os mais de 400 degraus ate a torre e nesta vida nao farei mais isso. Estou livre. Eh como ir ao Corcovado no Rio, vc vai uma vez e se liberta. Depois pode aproveitar a cidade em todas as outras vezes que volta. A vista eh linda, eu adorei o sino, mas quase morri. Minhas pernas tremiam e lembrei do Bola quando passei pelas escadas estreitas. Ainda bem que nao tive de pagar os 8 euros que cobram para isso. Minha supercarteira de jornalista em acao. Mil vezes a catedral por dentro e, de graca! Vai parecer estranho se disser que a minha parte favorita sao os vitrais? Como foi a primeira vez que entrei nela, fiz um pedido. Mamis sempre diz que podemos fazer um pedido quando entramos em uma igreja pela primeira vez. Pedi para que ela fosse a Paris.

De volta ao onibus e dessa vez para ver a torre a noite. Aff... Que coisa linda. Milhares de pessoas circulavam pelas ruas. As 21h, eu estava morta. Me perdi na volta para o hotel e peguei um taxi para andar duas ruas e gastar 6 euros. Na vizinhanca, bares legais com gente bonita. Mas nao dava para mim. Estava sozinha, com uma noite atrasada e queria muito aproveitar o domingo.

Dormi como um anjo na cama fuleira do meu hotel fuleiro com um aquecimento meia-boca.

No domingo acordei cedo e surpresa: achei a amiga de infancia que mora em Paris. Papis revirou Goiania e a achou para mim. Cara, definitivamente eu sou boa para fazer amigos. Isso eh uma bencao na minha vida. Quando eu nasci, Deus disse: essa garota vai pastar na mao dos namorados, mas em compensacao, vai ser cheia de amigos!

A encontrei na porta do Louvre apos o meu cafe da manha no hotel, composto de bolachas de chocolate compradas na vendinha ao lado. Alias, parte delas foi o meu jantar no dia anterior.

Meu Deus, eu preciso de um mes para conhecer o Louvre. Vi o basico e saih de la sentindo que falta muito. Queria um professor da historia da arte para ir me contando detalhes legais. Ah, vi a Monalisa, claro. Olhando todos a volta.

Nao paguei a entrada e nao achei nada legal nas lojinhas de la.

Saimos e fomos almocar em um restaurante destes que vejo nos filmes. Sonhava em fazer isso. Aquelas mesas na calcada, com guarda-sois. Hora de atualizar a vida da amiga: largou um emprego de 12 anos em uma grande empresa de Goiania e chegou a Paris ha 10 meses, com a cara e a coragem. Chegou perto do inverno, dormiu tres meses dividindo um colchao de solteiro com uma amiga e esta muito bem, obrigada. Nao troca aquilo ali por nada.

Qual o segredo? Morar em um lugar que sempre te proporciona novidades, gente diferente, culturas diferentes.

Pessima influencia para mim. Mais um dia, me convence.

Depois do almoco: sorvete da Häagen-Dazs. Estava com desejo desde Portugal. Duas bolas e 5 euros. Mais barato do que no Brasil.

Tentei ir a Galeries Lafayette mas estava fechada. Alias, boa parte do comercio estava. Nao uma loja de oculos onde fiz a maior loucura desta viagem. Um Ray Ban por 126 euros. Me perguntei: vivo sem ele? No way.

Na volta ao hotel me perdi mais uma vez e perdi tb o meu transfer, que o Xavier jura que era 17h15 e eu juro que era 17h50. Pronuncias parecidas no nosso pessimo ingles. Alias, meu ingles foi mais util em Paris do que em qualquer outro lugar.

Taxi para o aeroporto carissimo e alem de perdida no espaco, perdida no tempo, porque hoje acabou o horario de verao aqui e tem fuso de uma hora entre Dublin e Paris.

No Charles de Gaulle me ferrei. No meu setimo voo, o sexto internacional, ja estava esperta negando todas as perguntas e passando de boa nas revistas de bagagem de mao. La, tive de abrir tudo. Perdi meu desodorante e tive de tirar as botas.

Na sala de espera, fiquei totalmente impaciente. Criancas em aeroporto me cansam. Estao sempre cansadas e enjoadas. Quando estao de boa, conversam muito. E eu nao tenho filhos, ou seja, nao tenho de aguentar os filhos dos outros.

Por falar em aeroporto, estou no de Dublin, para variar. 3h38 aqui. Seis euros depois, tenho de ir. A grana ta curta.

Ah, claro que adorei Paris. Anotei um monte de coisas para escrever, mas joguei o papel fora no limpa que fiz na minha bagagem para tudo caber nas milhares de malas que tenho de carregar.

Vou lembrar de mais coisas e talvez escreva de Lisboa, minha proxima parada. Passo o dia la amanha. Voo para Brasilia a noite e chego a Goiania na terca.

2

Sonambula!

Posted by Meg Miles on 20:40
No aeroporto de Dublin.

Aqui: 4h40.

Nao dormi um soh minuto. Fiquei preocupada porque teria de pegar o onibus meio longe, caminhando de madrugada, mas o porteiro da Lad Lane Residence me garantiu que eh perigoso caminhar pelas ruas de Dublin neste horario. Eh madrugada de sabado, ne? O povo ta tudo bebado. Acho que ele sabia que estou sensivel. Me fez pegar um taxi e gastar 14 euros a mais. Estava chovendo e frio para caralho tb. Melhor assim.

No check in, a mulher implicou porque meu nome estava duplicado. Voei de Aer Lingus duas vezes assim e ng disse nada. Mas ela quis implicar. Ok. Poucas filas neste horario.

No caminho para o aeroporto, o taxista me garantiu que o meu ingles eh melhor do que muito brasileiro. Meio vago, nao?

Minha mae ficaria bravissima se descobrisse como tenho deixado as pessoas me magoarem.

Muito menos animada para Paris do que gostaria.

Mas vamos la!

1

Ultimo dia na Irlanda

Posted by Meg Miles on 04:06
O ultimo dia na escola foi como o primeiro. A maioria indiferente. Nestes ultimos dias, as pessoas tentaram se aproximar de mim, mas nao dei muita abertura. Acho que eh porque na semana passada, dei MUITA abertura e nada. Aih, nessa, que vou embora, perdeu playboy.

Adorei a escola. Fiquei SUPERperdida no comeco. God, foi hardcore, como diria Re. Se recomendaria a EF? Com certeza. Mas venha para fazer um curso de mais tempo e exija que te coloquem em um nivel adequado. Os professores sao otimos. Gentis ao extremo. Parecem adorar dar aulas para jovens do mundo todo. O conteudo? Vc pode aprende-lo no Brasil facil. A didatica eh identica. O detalhe eh que aqui tem a imersao. A minha foi superprejudicada pelas venezuelanas, mas enfim, claro que valeu a pena.

Agora eh voltar ao apartamento e arrumar tudo para Paris. Tenho uma maratona que inclui cinco viagens ate segunda-feira. Estou animada.

Preciso comprar bonecas russas, lembrancas de Fatima e a Torre Eifel nevando para mamis.

Segunda, passo o dia em Lisboa. Parece que estive la ha seculos.

1

Penultimo dia em Dublin

Posted by Meg Miles on 15:35
Nao sinto vontade apesar de ter muito para escrever. Sorry, estou muito cansada. Tentei escrever antes, mas soh agora a venezuelana pode me emprestar o mac.

De manha, duas aulas. Ja quase sou amiga do argentino. Mais uma semana aqui e seriamos close friends.

A surpresa do dia eh descobrir que Dani le meu blog. E gosta! Quem a conhece sabe que isso significa muito.

Ela disse que queria ir para Paris comigo. Deus sabe como eu queria tb. Um aprendizado desta viagem: nao gostei de viajar sozinha. Valeu a experiencia, claro. Me virei bem (e quando bicho pegou, eu falei o bendidto ingles) e vi que sou capaz de viajar para qualquer lugar do mundo sem passar fome. Mas adoro poder passear com os amigos. Em Lisboa e Amsterda isso ficou mais do que provado. Imaginei que fosse fazer amigos aqui, mas preciso de mais tempo para isso. As pessoas tendem a se aproximar de quem fala sua lingua, pelo menos no comeco. Como nao falo (nem quero falar) espanhol, ficou meio complicado. Ja ha um grupo fechado e penetrar nele, falando um ingles ruim, vinda de outra cultura e sendo mais velha do que a maioria, eh dificil. Ate mesmo para mim que sempre tive a abencoada felicidade de fazer otimos amigos em todo lugar.

Mas nao me arrependo. Nao tinha ng para viajar a viagem que planejo ha anos. Tinha a grana e as ferias. Nao tinha o que esperar. Nao me arrependo um segundo. Mas prefiro viajar com amigos ou com um grupo desconhecido, de jornalistas, por exemplo, com quem possa fazer amizade. Questao de preferencia.

Hoje fui a fabrica da Guiness. Gente bonita do mundo inteiro e eu nao gostei da cerveja, claro. Porque eu sou do contra.

Depois bater perna no centro com a alema linda, o italiano que adora o Brasil porque adora as brasileiras e o frances que quase morreu quando viu que eu percebi que ele esta caidinho pela alema. Comprei presentinhos que nao sei onde enfiarei.

E na fabrica da Guiness nao comprei os copos, que era o que mais queria, mas nao tenho onde enfiar. Ah, la encontrei a primeira brasileira que conversei em Dublin. Foi otimo, ok? E, eu sei, pago lingua para caralho. Era uma mineira que trabalha na Guiness. Sonho de muita gente. O italiano tirou muitas fotos, porque eu, claro, nao tirei nenhuma. Ele vai me mandar. Nao se preocupem.

Na rua, encontrei uma bicha brasileira falando obscenidades ao telefone. Fiz questao de mostrar que estava entendendo. Ela (ou ele, sei la) quase caiu dura.

A noite deu vontade de ligar para mamis pela primeira vez. Liguei rapidinho porque eh caro para caralho.

So algo muito forte para me fazer morar aqui. Mas sei la, acho que estou na pior fase. A adaptacao. Depois disso, quando ja se ambientou a geografia da cidade (o que para mim demora seculos, claro), aos costumes e a coisas basicas como linhas de onibus e precos das sacolas de supermercado, deve ser dificil deixar isso aqui.

O clima estah otimo. So uma jaqueta de couro basta. Nao passei frio em Dublin. Alias, so senti frio em Utrech, e so na rua.

Mamis e papis vao me dar um notebook. So cute.

Ah, Paulinha tb ja tem presente de aniversario.

Amanha tem festa de despedida.

Acabei escrevendo muito.

2
Posted by Meg Miles on 09:10
Como diz o Willian Bonner no Twitter, voltei mas eh rapidinho.

O italiano com a blusa da mesma cor que a minha na ultima aula seria uma banalidade. Se as blusas nao fossem cor de ameixa, de manga comprida e la. Both.

Nao sei. Mas tem uma coisa no ar.

Adorei as pulseiras prata dele. O cara tem de ter muito estilo para acertar no uso de pulseiras!

***************************************************
Quatro aulas hoje, to cansada.

Amanha tem um passeio em um rio daqui. Depois conto tudo.

Quinta tem museu da Guiness.

Agora eh arrumar algo decente para comer e tentar ligar para o meu irmao em Natal.

2

Atualizando!

Posted by Meg Miles on 05:47
Eu precisava escrever logo aqui.

Na segunda aula de hoje, a discussao era sobre esteriotipos dos paises. Aff, esse eh um assunto delicado. Para o Brasil, tres palavras: poor, samba and soccer. Ok. Sao esteriotipos. E essas coisas sao fortes no Brasil, mesmo. Nao adianta chorar.

O legal veio a seguir.

Vcs sabiam que, segundo a American Board of Tourism, os brasileiros sao os melhores turistas do mundo?

Educados, amigaveis, com facilidade para falar (e entender ingles) e sensibilidade cultural.

Os piores sao os alemaes. Dava para imaginar, ne?

Os franceses tambem sao criticados por sua resistencia em falar ingles e por serem rudes e esnobes.

Segundo esta mesma entidade, as melhores gorjetas sao dos japoneses. Nenhuma surpresa tb.

Ah, e por falar em japoneses, eles tem fama de timidos. Nao a japonesinha que comecou hoje nesta mesma aula. Ela perdeu uma brincadeira e teve de abrir a janela e gritar "I love you" para um cara que passava. Nao teve nenhum problema com isso.

Se fosse eu, a brasileira...

Esteriotipos sao fodas.

E voltando ao turismo, percebi pelos lugares que passei que nao tem problemas com brasileiros. Em Portugal, o temor eram os espanhois. Na Holanda, nao consegui detectar problemas e aqui eh mais facil eu ser discriminada pelos venezuelanos.

**************************************************
O tempo passa e vou esquecendo de escrever coisas aleatorias aqui.

Em Portugal, eu vi uma liquidacao de verao. Nunca tinha visto uma na vida.

Na Holanda, Paola disse que o garoto ao meu lado era gatinho. Em portugues, claro. Disse alto, na cara do garoto. Engracado demais. Eu sei que ha o risco de ter alguem que fala portugues. Sempre ha, mas eh sempre muito engracado.

Ha pessoas mal-educadas e tentando se dar bem em todos os lugares que eu fui. E nao eram brasileiros. Mais um esteriotipo desfeito.

Outro esteriotipo. Todo europeu conhece a Europa inteira. A dona do hostel que eu fiquei em Lisboa nao conhece Paris! E esse eh so um exemplo.

Aqui tomei aqueles cafes com copos tampados, como os dos filmes, pela primeira vez. Tem um buraquinho na tampa. Eu nunca entendia porque nao a tiravam para beber. Ok, nao fui muito inteligente neste pensamento. Mas eh preciso estar em um lugar frio e entender que faz-se qualquer coisa para manter comida e bebida quentes.

Contei para vcs que as casas dos suburbios de Dublin sao fofas, sem muros, com seus jardins lindos?

Alias, por falar em Dublin, ainda bem que o taxi que peguei na volta de Amsterda nao foi o primeiro que peguei aqui. O cara nao sabia onde era o endereco. Odeio taxista perdido. Se quer que eu saiba, entao vai trabalhar de outra coisa. Eu nao sei enderecos nem em Goiania, honey.

Ha 10 dias nao sei o que eh vestir uma roupa sem meia-calca. Otima dica para quem vai viajar no frio. Mas tem de ser destas grossas, que tem a textura de uma legging.

Trouxe guloseimas da Holanda para as venezuelanas e ontem elas me convidaram para o jantar. Eh assim mesmo, vamos conquistando terreno. Alias, elas nao me conheciam. Lidei muito melhor com a desconfianca delas, que nao me conhecem, do que tenho de lidar com a insensibilidade de quem me conhece bem.

Nao moraria na Europa. Ja disse isso aqui? Duas coisas me prenderiam aqui: um grande amor (isso com certeza) ou um grande emprego. Como diz Paola, morar aqui para trabalhar de qualquer coisa eh para quem nao tem nada a perder no Brasil. Eu tenho muita coisa. Gracas a Deus. O caso dela eh o primeiro motivo que citei. ;)

Os europeus se vingam por nos e pisam nos norte-americanos como ng.

Nao aguento mais ouvir espanhol. Se ja nao gostava...

1

De volta ao 'lar'

Posted by Meg Miles on 08:56
Um final de semana na Holanda e ja desacostumei do teclado sem os numeros do lado direito e da rua com mao direita, rs.

Passeamos por Utrech ontem a noite e foi magico. A cidade eh uma gracinha.

Dormimos tarde e foi dificil acordar as 5h45.

Voo de volta na saida de emergencia. Eu tenho mania de nao escolher os assentos quando compro passagem na internet.

Muito cansada de viajar e ter de me explicar em todas as imigracoes.

Espero que ate sexta, esteja mais animada para Paris.

Preciso lavar roupa e comer algo decente hoje.

Alias, comi muito decentemente na Holanda! ;)

Minha sobrinha nasceu.

E hoje matei aula para dormir o dia inteiro!

Aqui continua menos frio do que na Holanda!

1
Posted by Meg Miles on 16:03
Tem foto repetida? Eu mereco um desconto. Eh 1h20 aqui. Estou morta. La embaixo, o cachorro-quente que me fez mal!













3

I am Amsterda

Posted by Meg Miles on 12:49
Tive um dia otimo.

Tava frio em Utrech, mas em Amsterda foi tranquilo. Ate teve sol de manha.

No trem, croissant com chocolate quente. Ja estou uma bola, se querem saber.

Em Amsterda, uma das coisas que mais esperei aqui: Museu de Van Gogh, alias, nao queiram saber como eh a pronuncia do nome dele em holandes.

Amei!

The Bedroom is my favorite.

Como diz Paola, me emociono de pensar que ele colocou a mao ali. Alem das obras, o museu disponibiliza as cartas que ele trocou com seu amado irmao, Theo.

Tem tb uma lojinha e Re ja tem presente de aniversario! Amei, ja disse isso?

Ah, nao paguei. 12,5 euros. Computem aih na conta da minha carteira de jornalista.

Depois, almoco no museu. Preco bom, comida e papo melhores ainda.

Com as pancas cheias, Paola e eu corremos para ver o museu das bolsas. Essa foi uma atracao surpresa que ela preparou para mim. So nice. Mas estava fechado! Como dizem os irlandeses: no prooooblem.

Voltamos para casa, jantamos sopa, porque agora ela eh uma garota prendada, e ensaiamos uma ida ao centro de Utrech. Talvez de bicicleta!

Gostei de Amsterda, mas eh uma cidade mais cosmopolita do que Dublin. O transito eh meio caotico com as bicicletas em todos os sentidos. Eu xingaria se tivesse que dirigir aqui. As pessoas tb nao sao as mais educadas da Europa. Ah, e hoje, vi MUITA gente fumando maconha. Aqui eh o paraiso dos maconheiros. Vc chama os amigos para fumar um no coffee shop, como chamamos alguem para tormar um chope.

Como eu odeio maconha...

Amanha, de volta para "casa". Tenho aula ainda de manha e vou chegar ao aeroporto cedissimo. I promess.

2
Posted by Meg Miles on 16:18

Para quem ja morria de saudades das minhas fotos. Em uma delas, mostro Melissas, em homenagem a amiga mais biscate de todas.



















0

Paz e amor sem maconha

Posted by Meg Miles on 14:53
Meguisinha paz e amor is back. Ja posso conversar com pessoas na fila do check in.

Acho que dormi umas quatro horas na ultima noite. Paola tentou me acordar cedo, mas foi dificil me arrancar da cama as 9h.

Cafe da manha com cha e mel e Utrech - Amsterda, de trem.

Adorei Amsterda. Como era sabado, a cidade estava cheia. Gente mais misturada. Primeira parada, uma feira onde comi um big cachorro-quente alemao. Argh, nem posso lembrar. Acho que foi demais. Deve ser a decima vez que tenho dor de estomago na Europa. Meg, a fresca.

Depois, circular como doidas. Paola esqueceu o roteiro em casa, se culpou por isso, mas para mim aquilo ja era um otimo roteiro. Gostei dos predios historicos daqui. Ainda prefiro os de Lisboa, mas gostei muito do ar da cidade. Charmosinha com os seus canais, a rua das flores e trecho lindo, onde moram as unicas freiras do mundo que podem dar.

E sim, as pessoas fumam maconha nos coffees shops. A maioria eh turista, eu acho. Mas nao vi mais gente fumando maconha em Amsterda do que vi em Lisboa. Na volta, comprei milhares de guloseimas reivindicadas por mamis e que nao sei onde enfiarei.

Descobri, em um cafe com um atendente do cabelo todo armado, que Brigitte Bardot canta.

Ta frio aqui. Mais do que Dublin. Deve ter feito uns 5 graus hoje.

No trem, tive vontade de vomitar. Meg a fresca.

Na casa de Paola, pasta feita por Jasper. Alias, ele sofre nos ouvindo conversar em portugues. Faco com ele exatamente o que as venezuelanas fazem comigo.

Amanha tem Museu de Van Gogh e uma atracao surpresa!

Paola eh uma otima anfitria.

Jasper desfilou o terno novo e aprovamos.

1

Um dia ruim na Europa

Posted by Meg Miles on 15:42
Estou na Holanda.

Devia ter escrito este post ha umas tres horas, mas passei todo esse tempo conversando com Paola. Impossivel nos conter.

Hoje foi um dia mais dificil aqui. Por alguns momentos, voltei a ser a velha Meg.

Perdi o meu voo em Dublin e tive de pagar 75 euros para remarca-lo. Me atrasei e atrasei o Jasper, o namorado da Paola que me buscou no aeroporto. Coisa de marinheira de primeira viagem, brasileira, acostumada a nunca fazer check in com 2 horas de antecedencia.

Apos remarcar minha passagem e ver escrito bem grande na nova o horario de fechamento do portao de embarque, virei a bandeja do lanche do mcdonalds que eu comia. Soltei um sonoro"droga" e TODO mundo me olhou.

Aih, nao teve jeito. Voltei a ser a velha mal-humorada de sempre. Enfiei os oculos escuros na cara e levantei demonstrando claramente a minha impaciencia quando um garoto das bochechas rosas berrava ao meu lado.

No voo, nao dei papo para ng.

Mas agora estou mais calma.

Amanha tem Amsterda.

Paola fez comida brasileira para mim.

Tenho que continuar falando em ingles por causa do Jasper.

2

Eu vivo!

Posted by Meg Miles on 09:36
Escrevo de um computador de pe, em que coloquei 1 euro por 15 minutos. Aqui eh possivel ate fazer compras no supermercado sem a ajuda de ng. Vc passa as compras, o equipamento le o codigo de barras, vc empacota (e paga pelas sacolas, por isso todo mundo carrega a sua) e paga.

Essa eh so uma das coisas diferentes que vi. No primeiro dia, pude contar com a paciencia da atendente para me explicar sobre as sacolas.

Eu adoro o povo dessa cidade.

Lembram que eu disse que a dona do hostel em Portugal era brasileira? Mudei de ideia, so pode ser irlandesa.

Quanto a cidade, ainda conheci pouco. Tenho medo de me aventurar e aprender ir a escola e ao supermercado sozinha ja foram um feito para mim. Ainda tenho quase 10 dias aqui. Prometo que vou visitar o museu da Guinesss e a beber ate altas horas da noite em algum pub.

Continua sendo um pouco dificil estar sozinha, apesar de eu saber que esse momento vai ser engrandecedor demais para minha vida. Na escola, ha adolescentes sul-americanos e franceses ou caras italianos mais velhos, meio inconvenientes. Ainda nao fiz muitas amizades, apesar de dar abertura para conversar com todo mundo. Isso em se tratando de Meg eh uma vitoria.

Hoje tive aula o dia todo. E a tarde, tive de aguentar um professor que so se dirige aos europeus, mas pude contar com a gentileza de um garoto... alemao! Do outro lado, um italiano lindo e timido com quem topo desde o primeiro dia. Vcs sabem, ne? Pegaria facil. Mas ainda me pego tentando nao reforcar o esteriotipo da brasileira atirada. Deus que me livre.

Hoje a tarde, iriamos ao museu nacional, mas nao houve quorum. Engana-se quem pensa que adolescente eh vazio so no Brasil.

Alias, prometo que nao vou voltar metendo o pau no Brasil. Nao ha coisa mais chata do que isso. Mas nao acredite quando alguem diz que prefere o Brasil. Preferimos o calor do nosso povo e da nossa familia. Eh diferente. Eu jamais gostaria de morar em outro lugar. Mas so por causa disso. Hoje quando um professor brincou que fazer compras poderia ser perigoso, todo mundo riu. Porque aqui isso eh impensavel. Imagine morar em uma cidade limpa, segura em que tudo funciona. E calor por calor, os irlandeses sao super calorosos. Nao sao quando somos imigrantes que trazem problemas, mas isso eh em todo lugar.

Uma coisa MUITO chata que aconteceu eh sobre morar com estranhos. O ipod de uma das venezuelanas sumiu e claro que paira a duvida sobre mim. Deus, nunca pensei que fosse ter de passar por isso na minha vida. Mas eu entendo. Eu sou a forasteira. Que veio do Brasil!

Mais um conselho: nunca morar com estranhos.

Ontem, jantei a mesa com elas e ate assisti a um filme. Elas nunca me chamam para comer o que cozinham, mas acho que isso deve ser uma regra para conter os mais folgados. Eu nao tenho estrela na testa, elas nao me conhecem. De toda forma, nunca na vida eu faria comida e nao convidaria alguem que esta na casa para comer.

*******************************************************
Entre todo mundo que estava na fila, so o argentino a furou.

****************************************
Comi o primeiro e, com certeza, o pior frango ao curry da minha vida.

******************************************************
Minha terceira sobrinha pode nascer a qualquer momento.

*****************************************************
Ja se foram dois euros.

************************************
Amanha escrevo direto da Holanda.

6

News from Dublin

Posted by Meg Miles on 05:53
O meu blog eh bloqueado aqui na escola. Maravilha.

Continuo escrevendo sem acento, sorry. Um dos meus erros basicos foi ter viajado sem notebook. Aqui tem wirelles em todo lugar, se tivesse um computador portatil manteria muito mais contato com todos. Sem falar das horas que me sinto sozinha.

Alias, nunca estive tao sozinha na vida. Mas nao estou triste. Nao eh solidao. Para mim, solidao eh quando vc esta no meio de um monte de gente que te ama e mesmo assim se sente so. Eu me sinto sozinha, porque estou sozinha. E nao poderia ter escolhido epoca melhor da vida para fazer uma viagem assim. Vejo que estou madura a ponto de sentar para comer sozinha na boa. Sem me importar no que estao pensando. E eh maravilhoso observar. Re adoraria. Na cafeteria da escola, olho para os lados e ha gente de todo jeito. Uma mistura muito enriquecedora.

Nossa, tenho tanta coisa para contar.

A primeira eh que estudar fora eh uma experiencia maravilhosa e horrivel o tempo todo. Os momentos ficam se alternando a cada minuto. Ontem de manha, fiquei perdida pela cidade e quis muito chorar. Teria me desesperado se nao pudesse contar com a gentileza das pessoas from Dublin. Uma mulher me acompanhou ate a escola quando viu que eu nao entenderia o seu ingles. A combinacao mapa, ingles e mao direita eh bombastica para mim.

Proximo objetivo de vida, treinar ate entender mapas. Aqui e em Portugal, todos usam o tempo todo.

Alias, o ingles aqui eh um caso a parte. As pessoas tem dificuldades de entender meu ingles americano. E eu, que sempre preferi o britanico, continuo afirmando que eh mais facil para nos brasileiros o aprendermos. O som das palavras parece muito com a escrita em portugues. E aqui nao falam engolindo silabas, como tanto fazem os americanos. `I see you later`, com t, nao com r. `She asked` com a, nao com e.

Sem falar que ouvir o ingles em tantos sotaques eh uma experiencia deliciosa. Aqui tem muitos venezuelanos. Sera que sobrou algum la? Nao gosto do espanhol deles, mas enfim, estou uma pessoa muito mais tolerante. Tem tb franceces (alguns parecem ter acabado de sair do catalogo do Dolce & Gabbanna) e italianos. Em menor parte, tem asiaticos, argentinos e mexicanos. Nao encontrei um unico brasileiro. Ha tres dias nao falo portugues.

Se você quiser ser desagradavel aqui, diga que prefere Londres.

Deixei ha pouco uma aula de vocabulario. O professor perguntou sobre toda a minha vida, reparei que ficou me observando e, no final, disse que eu estava em nivel leve. Ou seja, viu, como todo mundo, que eu sou foda, hehehe. Mas nao vou mudar. Nao quero ficar em niveis mais pesados e totalmente perdida. Quero mesmo eh praticar minha fluencia.

Na escola, nao ha um unico professor ou funcionario irlandes. Tem gente de todo lugar, da Australia ao Canada.

Ontem, a hora que mais me senti em casa foi quando ouvi Beatles no Burger King.

E por falar em sanduiche, nao tenho comido nada descente. Tenho economizado e, como nao cozinho, fica um pouco complicado. Hoje, as venezuelanas que `moram` comigo me convidaram para um jantar com os amigos italianos!

Proximo objetivo, aprender a cozinhar pelo menos o basico.

Ah, nao contei. Ontem fiz um city tour por Dublin. Pensem numa cidade saida dos filmes. Ver as criancas saindo da escola de gravata foi irreal. Sem falar da universidade da Irlanda, com seus campos verdes e a biblioteca gigante. Limpissima. Uma mistura de cidade pequena com trechos cosmopolitas.

Por falar em cosmopolita, a maioria dos recem-chegados eh mais nova do que eu. Francesinhas com o cabelo descolorido e cigarro na mao. Mais estilosas, impossivel. Quando estiverem na minha idade, vao ser dez vezes mais descoladas.

Ta um frio suportavel e nao esta me incomodando. Meu cobertor em casa eh da grossura de um colchao.

Ainda nao bebi Guiness.

Ontem, lembrei de Re, porque passei por uma sorveteria Haagen Daz. Procuramos como louca por uma dessas em Lisboa.

Agora deixe eu ir, que tenho uma aula no laboratorio.

Sexta tem Holanda.

4

Quinto dia

Posted by Meg Miles on 13:57
Sentem para rir.

Primeiro, aviso que teclo de um teclado em espanhol, entao nao tenho algumas acentuacoes. Sorry!
Sabem aquelas histórias de colegas de quarto punks. Aqui tem uma interrogacao. As minhas aqui em Dublin sao o oposto. Duas patricinhas com posteres da Becky Bloom na parede. Há mais bolsas da Gucci aqui do que na América Central. Mas sao fofas e me sinto bem. Isso nao quer dizer que eu seja uma patricinha, ok. Outra interrogacao.

Tudo deu certo na chegada e, claro, estava tensa.

Aqui tem imigracao de verdade e tranquei quando o senhorzinho AAAAsked me se eu ja tinha ido ao Reino Unido.

Na chegada, uma surpresa que ja esta comum. Um rapaz limpava a kitinete e adivinhem qual é a sua cidade. Goiania!

Quando cheguei ao alojamento, a recepcionista muito calorosa me entregou uma carta e as chaves. Ok. No problem. Praticamente nao olhou na minha cara.

Mas o garoto goiano me ensinou a ir ao supermercado. Viu, Carina, já até fiz compras! E andando na rua com mao direita! Meu Deus, estou mais confusa do que nunca.

As aulas comecam amanha e estou animada.

A ironia foi que xinguei de ter que ouvir espanhol em Portugal. Acho que vou ouvir muito nos proximos dias.

Mas vá lá. Nada ainda afetou meu bom humor.

Nao esta tao frio e até deu sol aqui hoje.

Teclo de um MAC.


2

Retratos do meu cansaço!

Posted by Meg Miles on 18:35










































































































2

Quarto dia ou o dia que achei o Nemo

Posted by Meg Miles on 17:34
O cansaço toma conta de mim. Tenho dores musculares até nos ombros. Acho que dormi no máximo 12 horas nas últimas três noites.

Mas vamos lá, se não escrever hoje, não escrevo mais.

Logo que acordei, Rê disse que gosto de mauricinhos. Uma agressão gratuita logo de manhã, não?

Ontem, eu disse que não conseguiria escapar da balada com ela, não foi? A verdade é que às 2 da manhã estávamos saindo do hostel. Fomos ao um bar fechado que tocou indie-rock a noite inteira. Se Rê estivesse acordada, explicaria melhor, mas está roncando já há alguns minutos, morta numa cama aqui do lado. Depois posto o site do bar.

Eu adorei. Ela tb gostou, principalmente da música, mas xingou a lotação. Eu fiquei de boa porque sou uma pessoa simpática que dá papo para estranhos em filas de check in.

Duas Coronas e 10 euros.

A agressão matinal é porque eu gostei de um garoto que aparenta ser mauricinho. Mas aparências enganam. Quem me olha tb pode pensar coisas do gênero.

Ah, acordei às 11h, depois de ter dormido às 6h, com o vizinho escutando ópera e perguntei a Deus: por que o meu vizinho ouve Bruno e Marrone?

Acordadas, hora de pensar no roteiro do dia.

No pequeno almoço, ri da dona do hostel fazer panquecas para um casal de britânicos e abraçá-los. Ela não é só brasileira. É baiana. Certeza.

Pegamos o metrô rumo ao oceanário daqui. Bárbaro. Pulei para trás de susto ao ver alguns peixes. Lindo. Me lembrou a cena do encontro do encontro do Jude Law com a Julia Roberts no Closer. De chato, teve uma carioca berrando com o seu filho na loja de lembranças. Foi a primeira vez que me estressei aqui. Insuportável. Ah, comprei coisas bonitinhas para as minhas sobrinhas com o dinheiro que pagaria a entrada mas que não paguei porque tenho a supercarteira de jornalista!

No almoço, inventei um frango recheado com arroz no molho de mostarda. Médio. O atendimento tb foi médio. Não tinha coca. Eu não posso dar crédito para um lugar que não tem coca porque a máquina está estragada. Ah, e o som ambiente era samba. Rê xingou. O nome? Ah, não lembro. Mas é o mais próximo do ocenário. Com paredes de vidro e vista legal.

Rê adorou estar perto do mar.

É uma região mais moderna da cidade. Vale a pena.

Ah, e o oceanário é o segundo maior do mundo.

De lá, batemos cabeça para achar o ônibus que nos levaria ao famoso bairro de Belém. Se um dia vc quiser fazer esse percurso é o número 28.

Conseguimos e atravessamos a cidade, de volta à parte histórica.

Valeu a pena o esforço para ver a Torre de Belém na Praça do Império. Vimos o pôr-do-sol por lá. Inesquecível. Ah, comi o bendito pastel de Belém e não gostei, para desgosto de Nina .

À noite, jantamos em um restaurante bonitinho do Bairro Alto. Comi arroz com pato e laranja e bebemos o vinho da casa. Conta? 20 euros para cada. Foi a despedida de comida barata na Europa.

********************************************************
Na ida para o bar ontem à noite, o taxista português se mostrou eufórico com o momento do Brasil. Falou até do pré-sal. Disse que somos um povo trabalhador. Somos mesmo, ora pois. Só não gostei quando ele disse que os africanos, sim, são perigosos. Hoje, quando uma delas me maltratou no Pasteis de Belém, quase concordei. Mas todos sabemos que não é possível generalizar as atitudes de um povo. Os africanos têm qualidades e defeitos como qualquer outro.

**********************************************************
Hoje vimos a estátua do Fernando Pessoa em café brasileiro famoso aqui. Ela é parecida com a do Drummond que está afixada em um banco da Praia de Copacabana.

******************************************************
Já enjoei de Portugal. Quatro dias foram suficientes.

************************************************

Ah, Paulinha eLivinha, na ida para o jantar, o metrô estava lotado de torcedores que voltavam do jogo da seleção de Portugal. Todo mundo sentadinho, quietinho.

*****************************************************
Paola já fez o roteiro da Holanda!

*********************************************************
Amanhã vou para Dublin e Rê volta ao Brasil.

Estou tensa.

6

Mais fotos!

Posted by Meg Miles on 15:01



























































































































































Não coloco legenda, porque legenda me lembra trabalho, mas espero que apreciem todas as "paisagens"!

Copyright © 2009 meg miles All rights reserved. Theme by Laptop Geek. | Bloggerized by FalconHive. Distribuído por Templates